Movimento Polícia Unida homenageia colegas mortos em razão da profissão

O Movimento Polícia Unida escolheu o Dia do Amigo, dia 20 de julho, para homenagear todos os membros das forças policiais de Sergipe que morreram em razão da profissão. Mesmo debaixo de muita chuva, a Praça Fausto Cardoso ficou pequena para a emoção que tomou a todos que foram prestigiar os colegas vitimados fatalmente. Familiares dos homenageados também compareceram ao ato e somaram forças ao movimento.

Além de enaltecer os colegas, a Solenidade das Cruzes visou também lembrar a sociedade do perigo iminente que todo policial e bombeiro correm diariamente. Risco ampliado durante a pandemia, quando esses profissionais permaneceram trabalhando durante todo o tempo. O evento faz parte de uma sequência de atos aprovados na Assembleia Geral do Movimento Polícia Unida que tem como pauta o adicional de periculosidade.

Com alguns amigos perdidos durante o exercício da profissão, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE), Isaque Cangussu, ressalta a importância de homenagear os colegas que faleceram precocemente em razão da escolha de vida profissional. “Estamos aqui hoje para homenagear aqueles que escolheram ser policial ou bombeiro e, em determinado momento, no enfrentamento do crime, ou por ser reconhecido como policial, ou até mesmo no combate à pandemia, trabalhando na linha de frente, faleceram. Portanto, é bom lembrar que o policial mesmo de férias, de licença ou na inatividade, seja na aposentadoria do policial civil ou na reserva remunerada ou reforma do policial militar, prossegue em perigo”, diz.

O vice-presidente da Adepol/SE, Adelmo Pelágio, enfatizou que o Movimento Polícia Unida vem construindo uma cultura de dignidade laboral no campo da segurança pública. “Ao longo dos anos, cristalizou-se uma cultura de invisibilização da nossa dignidade. E é por isso que é tão frequente encontrarmos trabalhadores da segurança pública em prédios ruinosos, desprovidos de limpeza e de dignidade sanitária, e é por isso que temos tantos direitos constitucionais expressos que nos são sonegados”, acrescenta.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol), Adriano Bandeira, lembra que as categorias estão unidas na luta por dignidade, por valorização e por respeito. “A Secretaria de Segurança Pública pode até esquecer o nome de cada colega que está aqui representado, mas o Movimento Polícia Unida não. Nós não temos direito de esquecer quem fez a história e fez a sua biografia para defender o povo sergipano. Quem não respeita a história desses colegas que aqui estão representados pelos familiares, não respeita o seu próprio povo”.

Cabo Will Guerreiro, presidente da União da Categoria Associada do Estado de Sergipe (Única/SE), fala da alegria de homenagear os colegas. “Hoje saímos daqui com o sentimento de missão cumprida ao homenagear todos os policiais. Por lembrar todos os nossos colegas mortos devido à profissão. Se o Estado nos trata como números, esta liderança aqui vai tratar cada policial como um cidadão, um ser humano digno”, diz.

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