Brasil sem Idolatria 

Já vivi esse amor da Idolatria, já me cegei e hoje tô limpo. A Idolatria faz o cidadão se tornar o maior idiota.

As expressões com terminações em “ISTA”, te rotulam e te levam a fazer parte de um bando, no qual cada membro fará o que for possível para demonstrar o quão seu ídolo é foda! Ah, e lógico, desqualificar os opositores. Esse é o propósito para tal sobrevivência.

Sem desvios no assunto, os Bolsonaristas e Lulistas são exemplos finais da paixão sem limites. Há um precipício entre esses dois grupos, principalmente a forma humana de ver a política, isso é fato. Mas, podemos fazer uma analogia diante da Idolatria sem pudor dos seus membros.

O Bolsonarismo surgiu entre a forma desastrosa que a direita brasileira tentou inabilitar o resultado das eleições em 2014 (quando o então concorrente da Presidente reeleita, Dilma Rousseff – PT, o candidato do PSDB, Aécio Neves, discursou contra o resultado, falando não aceitar tal resultado). Diante desse inflamado discurso, somado a má gestão e desgaste que já vivia o governo de Dilma, esses foram os aperitivos que fizeram a implosão da esquerda no poder e ascensão do bolsonarismo.

Só para esclarecer o leitor, PT de Dilma e Lula são a esquerda, Aécio Neves e o PSDB são a direita, já o bolsonaro é considerado a Extrema Direita.
Podemos sintetizar que quando não haviam campos opostos de Idolatria (paixão), tínhamos uma briga política bem saudável, sem os extremos.

Após rápida explicação da ideologia, voltamos a Idolatria. Como citei, o bolsonarismo surgiu de um erro capital da direta, que por consequência ficou no prejuízo (mendigando espaço) e de uma soberba de gestão da esquerda, que fez surgir um novo e raivoso opositor.

Quando citei que havia uma briga saudável na política brasileiro, Direita X Esquerda, é porque haviam projetos que faziam o país andar e prosperar. Hoje como a ideologia é colocada de lado, temos um cenário como sempre polarizado, porém pobre em conceitos de ideologia. Atualmente o que importa é a paixão exacerbada, ou seja, os erros grotescos são minimizados, os absurdos aceitáveis e o pior, o humano é ponto de interpretação. A que ponto chegamos!

O certo para 2022 seria um por todos e todos por um. Todos pela democracia e pela nação, sem o patriotismo que divide, mas com um projeto de Brasil sem heróis, ídolos ou mitos. Um Brasil em busca do protagonismo das nossas virtudes que nos unem.

Vitor Deda.

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