População do Nordeste teme desemprego e inflação é a mais pessimista do país com a economia

Mesmo com a recente aceleração do processo de vacinação contra a Covid-19, o nordestino segue pessimista com a recuperação econômica e sua própria condição financeira. Os maiores temores da população são o aumento do desemprego, da inflação e das taxas de juros.

A conclusão é baseada nos números da segunda edição do RADAR FEBRABAN, divulgada hoje (14.07). Segundo o levantamento, 55% dos nordestinos não acreditam que a situação financeira pessoal se recupere ainda esse ano e mais de dois terços dos entrevistados (71%) não acreditam que a economia brasileira se recupere ainda esse ano. É a região mais pessimista do país, que, na média, registrou 68% de desconfiança com relação à recuperação econômica.
Realizada no período de 18 a 25 de junho, a segunda edição do RADAR FEBRABAN também detectou que, embora os prognósticos desfavoráveis permaneçam, houve melhoria da percepção sobre todos os aspectos econômicos avaliados em março, quando ocorreu a edição anterior da pesquisa.

Hoje, 57% dos nordestinos acham que o desemprego vai aumentar nos próximos meses; 76% apostam no crescimento da inflação/custo de vida e 74% no aumento da taxa de juros.

Os números dessa edição do RADAR FEBRABAN mostram que ainda é grande o sentimento de pessimismo com relação à evolução da economia nos próximos meses, mas também revelam aumento substancial das expectativas positivas no que toca a alguns aspectos centrais, destacando-se o desemprego (saiu de 12% para 22% o percentual dos que acreditam que vai diminuir) e o poder de compra das pessoas (aumentou de 16% para 25%).

Se melhorar, no que investir?

Sobre o futuro, caso a situação financeira melhore, o nordestino pretende investir seus recursos extras em poupança (36%) ou outro tipo de investimento bancário (30%). Gastar com viagens é a opção de 21% dos entrevistados e para 25% é mais interessante investir em imóveis. Destinar dinheiro extra para melhorar a sua educação e de seus familiares é opção de 28% das pessoas.

Opções como reformar casa ou comprar carro foram mencionadas, respectivamente, por 25% e 17% dos entrevistados. Apenas 12% cita a compra de eletrodoméstico e eletrônico, mesmo índice mencionado para a contratação ou melhoria do plano de saúde; a expectativa por investimento em seguros (carro, casa ou vida) é de 7% e em compra de moto é de 4%.

A avaliação sobre as contribuições das instituições financeiras para o país e a população no Nordeste é positiva. Mais da metade dos entrevistados acham que os bancos contribuem positivamente para o desenvolvimento da economia brasileira (55%) e para ajudar o país, a população e seus clientes a enfrentarem a crise da Covid-19 (52%).

Chega a 45% o número de pessoas que avaliam a contribuição positiva dos bancos em relação à melhoria na qualidade de vida dos brasileiros e a 44% os que identificam essa contribuição positiva na geração de empregos.

No geral, a satisfação com os bancos na região atinge 72%.
“Embora mostrem que ainda é grande o sentimento de pessimismo com relação à evolução da economia nos próximos meses, os números dessa edição do RADAR FEBRABAN também revelam aumento substancial das expectativas positivas no que toca a alguns aspectos centrais, destacando-se o desemprego, que saiu de 12% para 22% de percentual entre os que acreditam que vai diminuir, e o poder de compra das pessoas, que aumentou de 16% para 25%. Embora o contingente mais otimista ainda seja minoritário, o movimento – mais acentuado na faixa de maior instrução – sugere que o avanço da vacinação e dos sinais objetivos da retomada da economia impulsionarão a partir de agora as expectativas positivas”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), responsável pela pesquisa.

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