Senador Rogério defende que suspeita de corrupção na compra de insumos e vacina seja o foco da CPI

Em entrevista à GloboNews, nesta terça-feira (6), o senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu que a CPI da Pandemia investigue os indícios corrupção do Ministério da Saúde na compra de vacinas e insumos estratégicos para enfrentamento da pandemia. Para o senador sergipano, é preciso que a Comissão foque na intermediação das compras, uma vez que essas negociações não foram feitas diretamente pelo Ministério da Saúde com laboratórios.
“Quando eles perceberam, o governo, que tinha que comprar vacina, aí entra a intermediação. Veja, nós temos que focar na intermediação de compra de vacinas que foi o ponto máximo da operação do Ministério”, explicitou o senador.
O senador Rogério recordou que a vacina da Pfizer foi intermediada pelo então secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, e que, segundo o deputado Luis Miranda (DEM-DF), a compra da Covaxin foi feita por intermédio do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Além disso, apontou o reverendo Amilton Gomes de Paula, que esteve com Bolsonaro no dia 15 de março de 2021 para tratar da compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca.
“É o que o Otávio Leite falou, é uma mistura de sucupira com xaxada. É muito bem definido o que ocorre nesse governo, ou seja, ao invés de se preocupar em adquirir diretamente dos laboratórios, comprar vacina, negaram a vacina e quando compraram trouxeram vários intermediários para oportunizar negócios”, disse o senador.
De acordo com o senador petista, as informações obtidas pela CPI a partir do celular de um dos intermediários na compra das vacinas são graves e mostram promiscuidade no processo.
“As informações que a gente obteve com o telefone do Dominguetti mostram um esquema gravíssimo, de uma promiscuidade de relações, de grupos dentro do Ministério da Saúde: o grupo militar, o grupo ligado ao Ricardo Barros, o grupo ligado ao presidente, uma certa promiscuidade de intermediação de compras e de negócios dentro do Ministério da Saúde, que a gente precisa aprofundar”, declarou.
Por fim, o senador argumentou ainda que a CPI deve se debruçar sobre os repasses de recursos do governo Bolsonaro para veículos de comunicação.
“Isso tudo tem que ser avaliado, porque isso tem a ver com a disseminação de informações desqualificadas, de desinformação, de fake news, que aconteceram ao longo da pandemia, contra a vacina, contra o isolamento social, contra as medidas não farmacológicas de prevenção contra a Covid-19”, explicitou o senador.

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