Terceira via desacreditada

Coluna Rita Oliveira – 02 de julho

 

Mesmo faltando um ano e três meses para as eleições 2022 está cada vez mais aflorado o antipetismo e o antibolsonarismo no país. Amigos e familiares estão se indispondo por conta dessas questões políticas, principalmente após a decisão de elegibilidade do ex-presidente Lula (PT) e  pesquisas eleitorais dando vantagem ao petista.

Nas redes sociais de Sergipe, a situação é mais crítica ainda. Há confrontos e agressões pessoais em alguns grupos porque os apoiadores de Bolsonaro reagem a qualquer postagem de apoiadores de Lula e vice-versa.

As recentes manifestações de rua mostram esse cenário de polarização entre  Bolsonaro e Lula na disputa de 2022.  Os atos políticos, que são “controlados” por bolsonaristas e lulistas, visam mostrar apoio popular, desgastar o outro lado e sedimentar a posição dos dois como os grandes atores políticos da eleição do ano que vem.

Englobam essas manifestações, os passeios de motocicleta de Bolsonaro, chamados de “motociatas”, que foram concebidos para conter o desgaste da imagem do presidente diante das investigações da CPI da Covid e para frear as possíveis consequências eleitorais dessa investigação.

No meio desse embate de apoiadores de Bolsonaro e Lula, tem aqueles eleitores que em 2022 não querem votar nem em um nem no outro. Não desejam votar no presidente pelo seu “negacionismo” e no líder petista pelo estigma de “ladrão”. Esses eleitores, que ficam no meio de um confronto acirrado nas redes sociais e rodas de amigos, defendem e torcem pela criação de uma terceira via.

Os nomes levantados são do ex-ministro Ciro Gomes (PDT); do governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), que também tem seu nome citado como vice de Lula; e do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O ex-ministro, inclusive, articulou recentemente uma reunião em Brasília com presidentes de partidos de centro que terminou com um único avanço: a certeza de todos de que é preciso lançar um candidato que transite longe dos extremos representados pela direita de Bolsonaro e a esquerda de Lula. Mas não teve um nome capaz de aglutinar todas as tendências que estiveram no almoço.

O atual cenário político parece indicar que a eleição presidencial de 2022 será uma repetição de 2018, polarizada entre dois candidatos defendendo duas linhas ideológicas distintas.

Trocando em miúdos, a polarização em 2022 deverá ser mesmo entre Bolsonaro e Lula.

Resta saber para que lado partirão os que desejam uma terceira via no segundo turno…

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Ponto de vista 1

O ex-governador Jackson Barreto (MDB) não acredita em surgimento de uma terceira via nas eleições 2022. Avalia que a polarização ocorrerá mesmo entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT), pelo que aconteceu com o líder petista e a comprovação de que houve uma “farsa”.

 

Ponto de vista 2

Quem também não acredita no surgimento de uma terceira via nas eleições do ano que vem é o presidente estadual do PSB, ex-deputado federal Valadares Filho. “Acho muito difícil. O quadro de hoje é de uma polarização grande entre Bolsonaro e Lula e não há um sentimento político da sociedade com relação a um nome. Não tem um nome para polarizar o Brasil”, afirma à coluna.

Querem retornar à Câmara

Tanto Jackson Barreto quanto Valadares Filho são pré-candidatos a deputado federal em 2022. JB apoiará Lula e VF vai seguir a orientação nacional do seu partido.

Pressa

Com relação as eleições estaduais, aliados do governador Belivaldo Chagas (PSD) continuam desejando que ele define o candidato a governador do agrupamento entre setembro e outubro deste ano. Entre eles o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), que já trabalha para consolidar o seu nome como o candidato do agrupamento, e o ex-prefeito de Tobias Barreto, Diógenes Almeida (MDB).

O que pensa

O ex-governador Jackson Barreto avalia que o agrupamento liderado pelo governador Belivaldo Chagas não deve demorar sobre definição do candidato. “O quadro deverá estar delineado até o final do ano, provavelmente outubro”, acredita.

Indefinição

O ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL), ainda não bateu o martelo sobre 2022. Tanto pode ser candidato a governador, quanto a deputado estadual ou deputado federal.

Muita conversa

Valmir está conversando com todos que o procuram e analisando a melhor posição a tomar. Já teve conversa, inclusive, com a vereadora de Aracaju, Emília Corrêa; o deputado estadual Rodrigo Valadares (PTB) e a delegada Danielle Garcia (Cidadania).

 

A razão

A indefinição do ex-prefeito é porque não deseja perder a eleição em 2022. Ele foi cinco vezes vereador e duas vezes prefeito de Itabaiana, tendo feito seu sucessor em 2020: Adailton Sousa (PL).

O escolhido

O prefeito de São Cristovão, Marcos Santana (MDB), reuniu o seu grupo político na tarde desta quinta-feira e anunciou o vice-prefeito Paulo Júnior (MDB) como candidato do agrupamento a deputado estadual em 2022. Júnior foi vereador por dois mandatos no município.

 

Na Alese 1

Na ida a Assembleia Legislativa nesta quinta-feira para prestar contas relacionadas ao 1º quadrimestre deste ano, a secretária de Estado da Saúde (SES), Mércia Simone Feitosa, foi questionada pelos deputados Georgeo Passos e Kitty Lima, do Cidadania, sobre à investigação da Polícia Federal com relação a contratos feitos pela pasta.  Disse que entregou tudo o que foi pedido, que os contratos foram anteriores a sua gestão e que a investigação corre em sigilo. “Vamos aguardar os desdobramentos”, frisou.

Na Alese 2

O deputado Zezinho Guimarães (MDB) disse que torce para que os verdadeiros culpados sejam punidos. “Tomara que Polícia Federal aja junto aos fornecedores que usurparam de um momento tão difícil dos governantes, pois eram eles que estavam com a mercadoria na mão. Que as empresas que usurparam no momento de dificuldades possam ser punidas”, enfatizou.

 

Adicional de periculosidade 1

O deputado federal Soldado Prisco (PSC/BA), líder dos movimentos policiais na Bahia, participou nesta quinta-feira da assembleia geral do Movimento Polícia Unida que contou com a adesão de centenas de profissionais de segurança pública de Sergipe, que reivindicam o adicional de periculosidade. Foi decretado estado de alerta.

 

Adicional de periculosidade 2

O delegado Isaque Cangussu, presidente da Adepol/SE, disse que a assembleia superou as expectativas. “A categoria atendeu prontamente o chamado em um dia de chuva, o que mostra que os policiais e bombeiros estão de fato engajados no movimento”, afirma à coluna.

Adicional de periculosidade 3

Enfatiza que a categoria aguardará todo esse mês de julho uma sinalização concreta do governo de que encaminhará para a Assembleia um projeto de regulamentação do adicional noturno. “Daremos esse voto de confiança. Se nada acontecer, no dia 3 de agosto, quando está marcada a próxima assembleia, deliberaremos medidas mais firmes em busca pelo adicional de periculosidade”, ressaltou.

 

Consórcio Nordeste 1

Em pronunciamento nesta quinta-feira no Senado, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) pediu que a sociedade acompanhe de perto os trabalhos da CPI da Pandemia, especialmente a sessão desta sexta-feira (2), quando serão votados requerimentos que vão ajudar na apuração de supostas irregularidades na aquisição de respiradores pelo Consórcio Nordeste.

Consórcio Nordeste 2

“São dois nomes chaves: Bruno Dauster e também a senhora Cristiana Prestes, que é a dona da empresa HempCare, que recebeu antecipadamente o dinheiro desse esquema montado, quase R$ 50 milhões, e não entregou os respiradores para o povo nordestino. Então, amanhã [2], a gente quer saber a verdade”, afirmou Girão.

Veja essa…

Do presidente Bolsonaro, em sua live das quintas-feiras, sobre os ex-aliados deputados federais Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP) que assinaram o superpedido de impeachment: “Esses dois que assinaram… Gastaram tinta da caneta, né? Assinaram o ´superimpeachment’. Eu estou dando risada desses dois otários. ‘Superimpeachment’! Faltou vocês me trazerem aqui as acusações: genocida, não usa máscara, fez motociata… São pessoas que não têm o que fazer”.

CURTAS

O prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) teve participação no Jornal Hoje da Rede Globo, exibido nesta quinta. Falou, como presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP),  sobre o atraso, pelo Ministério da Saúde, na distribuição de vacinas da Janssen doada pelos Estados Unidos e que chegaram no país há 6 dias.

Se o ex-governador João Alves Filho vivo estivesse estaria completando nesse sábado (3), 80 anos.

O deputado Rodrigo Valadares (PTB) comemora desafogamento de leitos de UTI em Sergipe. “A taxa de ocupação da rede pública reduziram a 89,5%, zerando as filas e dando mais segurança à saúde dos sergipanos e isso me deixa bastante aliviado. Espero que, até o próximo mês, esse número reduza ainda mais, para que aos poucos possamos nos livrarmos dessa fase difícil”, declarou.

O terceiro ato “Fora Bolsonaro” ocorrerá nesse sábado (3). Além de pedir a saída do presidente, a população vai voltar às ruas com as palavras de ordem “vacina no braço” e “comida no prato”. 

Os protestos serão uma sequência aos de 29 de maio e 19 de junho. Em Aracaju será às 14h, na Praça da Bandeira.

Do senador Rogério Carvalho (PT) sobre depoimento de Luiz Paulo Dominguetti na CPI da Pandemia, nesta quinta: “Não resta dúvidas! Dominguetti é um bolsonarista e foi plantado para desqualificar uma das principais linhas da CPI: As denúncias de corrupção no Ministério da Saúde!”.

 

Nesta quinta, o ex-deputado federal e presidente do MDB Sergipe, Sérgio Reis, esteve reunido com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Sistema Faese/Senar), Ivan Sobral, o superintendente do Incra no estado, Victor Sande, e os empresários JP e Vinícius Mazza. Buscou mais incentivos, parcerias e apoios para investimentos na agricultura orgânica em Lagarto, valorizando a agricultura familiar, os pequenos produtores, a alimentação saudável por meio dos produtos orgânicos e alavancando o setor no município.

Para Sérgio, a reunião foi produtiva. “Foi possível pautar ideias em benefício da agricultura orgânica no município de Lagarto, potencializando, assim, o trabalho do pequeno produtor, da agricultura familiar”, frisou.

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