Oposição em casa

Coluna Rita Oliveira – 24 de junho

 

Pela oposição em Sergipe, só tem hoje um pré-candidato a governador competitivo em 2022: o senador Alessandro Vieira (Cidadania). O seu agrupamento é composto pelos filiados ao partido, que são prefeitos, deputados e vereadores da legenda.

São três deputados estaduais: Georgeo Passos, Dr. Samuel Carvalho e Kitty Lima; os prefeitos   Mario (Nossa Senhora das Dores) e Dilson de Agripino (Tobias Barreto); e os vereadores de Aracaju, Ricardo Marques e Sheyla Galba. Além da delegada Danielle Garcia, que disputou a Prefeitura de Aracaju em 2020.

Em 2020, o Cidadania teve como aliado os partidos PSB, PL e PSDB. Dificilmente terá o PSB como aliado em 2022, pela tendência da sigla se aliar ao PT nacionalmente e em Sergipe.

Esse agrupamento, levou Danielle Garcia ao 2º turno das eleições em Aracaju, tendo como vice o ex-deputado federal Valadares Filho (PSB). A delegada chegou a 109.864 votos, o correspondente a 42,14% dos votos válidos. Edvaldo Nogueira (PDT) foi reeleito com 150.823 votos, o equivalente a 57,86%. Mas terá desafios em uma eleição estadual pelo grupo restrito.

Na base governista, são cinco aliados com seus nomes cogitados como pré-candidatos a governador: o senador Rogério Carvalho (PT), os deputados federais Fábio Mitidieri (PSD), Laércio Oliveira (PP), o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) e o conselheiro Ulices Andrade. O entendimento de aliados é que o nome do agrupamento ficará entre Fábio, Edvaldo e Ulices.

Com isso, Rogério Carvalho será candidato a governador pela oposição. O mesmo ocorrendo com Laércio Oliveira se desejar ser candidato fora do agrupamento e conseguir emplacar seu nome como candidato do presidente Jair Bolsonaro.

Nas rodas políticas, o entendimento é que o senador Alessandro está desgastado politicamente por ter sido eleito na onda Bolsonaro e hoje fazer oposição ao governo. E, ainda, por não dar a devida atenção, como delegado, a categoria da polícia.  Não sendo, portanto, um nome que assombre na disputa pelo governo.

A avaliação é que o nome que deve polarizar com o candidato governista será o do senador Rogério Carvalho, pela força do ex-presidente Lula e militância petista, além do fato de ser arrojado e bem articulado.

Trocando em miúdos, a oposição em 2022 ao candidato do governador Belivaldo Chagas (PSD) à sua sucessão será um aliado histórico.

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Foco na capital 1

Nesta véspera de São João, o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) declarou que não está pensando na disputa eleitoral de 2022.  Enfatizou, durante entrevista no Balanço Geral, da TV Atalaia, que está “completamente focado em governar Aracaju”.

 

Foco na capital 2

Questionado sobre seu futuro político, Edvaldo reafirmou seu compromisso com a capital sergipana e destacou que, diante do atual momento enfrentado pelo país, “todas as discussões sobre eleições só devem ser retomadas a partir do início do ano que vem”. “Hoje, todos os meus pensamentos estão voltados para o combate à pandemia. Vivo 24 horas pensando em vencer esta guerra e acredito que todos os políticos brasileiros deveriam fazer o mesmo, porque este é o caminho para vencermos mais rapidamente”, afirmou.

Realizações

Ressaltou o prefeito que respeita a todos que estão discutindo as eleições 2022, mas  acredita que  as discussões virão naturalmente ano que vem. “Até lá seguirei colocando o projeto para a capital sergipana em prática, realizando ações que transformarão a cidade, em benefício da população aracajuana. Temos obras para entregar, vamos inaugurar uma escola na semana que vem, e muitos outros projetos para iniciar. Como disse, até o ano que vem, estou totalmente voltado à nossa capital”, reforçou.

Bloco político


Enfatizou que todo o processo sobre o candidato a governador do agrupamento será conduzido pelo governador Belivaldo Chagas (PSD). “Até agora, nosso grupo não discutiu sobre essa questão, mas será o governador quem coordenará os trabalhos. Na hora certa, o bloco se reunirá para as definições. O que defendo, e acho fundamental, é que o nosso grupamento, formado hoje pela Prefeitura, Governo do Estado, se mantenha unido, trabalhando para que o candidato que for escolhido, saia vitorioso da disputa no ano que vem”, frisou.

Sem empecilho 1

O ex-governador Jackson Barreto (MDB) não ver problema hoje que venham para o agrupamento governista visando 2022 o ex-deputado federal André Moura (PSC) e a senadora Maria do Carmo Alves (DEM). Avalia que os dois agregam.

Sem empecilho 2

“D. Maria deve receber homenagens de todos nós pelo que fez por Sergipe. Ela agrega”, afirma Jackson à coluna.  Reafirma não ver problema algum do DEM se aliar ao agrupamento, assim como André Moura e os prefeitos aliados.

Light

JB reafirma que não vai se indispor com ninguém. “Tudo o que quero é eleger uma bancada federal que dê suporte ao governo Lula”, declara, enfatizando estar convicto da vitória do ex-presidente petista em 2022.

Ponto de vista

Jackson também está convicto que o candidato do seu agrupamento, definido pelo governador Belivaldo Chagas (PSD), deverá ser o eleito em 2022. “O governador está pagando os servidores em dia, recuperando rodovias do estado e não tem máculas de prática de improbidade administrativa. É um grande eleitor para o próximo ano”.

Maior bancada

O ex-deputado federal Heleno Silva, presidente de honra do Republicanos, avalia que o bloco do governado Belivaldo Chagas deve eleger cinco deputados federais em 2022, podendo fazer seis. Heleno vai tentar retornar à Câmara Federal no próximo ano.

Pra valer

O presidente estadual do PSDB, ex-senador Eduardo Amorim, reafirmou nesta quarta-feira que sua pré-candidatura ao Senado não é “balão de ensaio” e que só definirá composição no próximo ano. “A pandemia mostrou que a nossa missão na política ainda não acabou. Tenho muito a contribuir com o meu estado, especialmente na Saúde. Estamos colocando nosso nome e deixe que o povo escolha”, afirmou Eduardo, em entrevista ao radialista Narcizo Machado.

Composição 1

Ressaltou que está aberto ao diálogo, mas não fechará questão este ano. “Converso com todo mundo, não há restrições, inclusive fui procurado por pessoas ligadas ao governo. Mas a decisão de quem apoiaremos só em 2022. Agora o momento é de focar no combate à pandemia. Sigo atuando na medicina, cuidando das pessoas nos hospitais”, afirmou.

Composição 2

Ainda em relação a 2022, Eduardo Amorim declarou que só terá seu apoio para o governo quem se comprometer publicamente com as pautas que sempre defendeu, principalmente, com relação à saúde pública do estado. “É preciso que se comprometa em construir o Centro de Diagnóstico por Imagem e o Hospital do Câncer. Valorização dos servidores, implementação da polícia nas divisas, garantia de uma Educação de qualidade. Não abro mão desses compromissos”, frisou.

Vacina 1

Em entrevista à CNN, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu que a CPI da Pandemia avalie todas as possibilidades e tudo que está envolvido no jogo de interesses entorno da compra da Covaxin pelo governo Bolsonaro. “Foi a vacina comprada mais rapidamente em detrimento de outras vacinas, como a CoronaVac, como a Moderna, com a Jansen”, explicou.

Vacina 2

Revela Rogério que na segunda-feira (22), a imprensa trouxe a público um documento do Ministério Público Federal (MPF) que identificou indícios de crime, como superfaturamento, na compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde a um preço de R$ 1,6 bilhão. Enfatizou que o MPF solicitou que o caso seja investigado na esfera criminal, para apuração da prática de improbidade administrativa.

 

Vacina 3

Do senador Alessandro Vieira (Cidadania): “As informações referentes ao caso Precisa/Covaxin são gravíssimas. É obrigação buscar a verdade e entender as razões para atrasar determinadas ações e acelerar outras. Agora os indícios que surgem são de corrupção. Gente buscando lucro enquanto os brasileiros morriam sem vacina”.

Veja essa…

Muito comemorada a queda do ministro da boiada, Ricardo Salles. Desde 2019, que o Meio Ambiente sofre com recordes nas taxas de desmatamento e de queimadas. E agora o ex-ministro é alvo de inquérito, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por supostamente ter atrapalhado investigações sobre a maior apreensão de madeira da história. Já vai tarde!

CURTAS

 

Na sessão desta quarta-feira, da Assembleia Legislativa, o deputado Iran Barbosa (PT) pediu revisão salarial de servidores. Disse que é um direito garantido pela Constituição Federal.

“Diante da situação financeira, das metas que o estado tem alcançado, eu tenho entendido que passou do momento do Governo chamar os sindicatos dos servidores públicos para discutirem algum processo de início de recuperação das perdas acumuladas ao longo de quase uma década sem nenhum tipo de reajuste”, afirmou Iran.

O deputado federal João Daniel (PT/SE) repudiou a colocação em pauta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara do projeto de lei 490/2007, que ataca frontalmente a demarcação das terras indígenas, abrindo a possibilidade de exploração nas áreas desses povos.

O parlamentar, em discurso durante a sessão remota da Câmara nesta quarta-feira, manifestou sua solidariedade e respeito aos indígenas, em especial aos que há mais de uma semana estão em Brasília mobilizados contra a colocação em pauta desse PL e vêm sendo reprimidos.

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