Prefeitura de Aracaju planeja vacinação de pessoas com comorbidades para avançar à nova fase da campanha de imunização  

Aracaju tem avançado na campanha de vacinação contra covid-19. Antes mesmo da chegada da primeira remessa de vacinas, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), já havia planejado estratégias que pudessem otimizar o processo, mas também dar maior segurança aos vacinados, oferecendo todo uma estrutura, desde o armazenamento dos imunizantes até a organização dos pontos de vacinação.

Em execução há três meses, a campanha vai finalizar, nos próximos dias, a imunização de toda a população de idosos da cidade, e segue vacinando profissionais de saúde, profissionais de forças de segurança e salvamento, pessoas com síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista (TEA), totalizando, até a última segunda-feira, 19, 102.874 aracajuanos imunizados.

No momento, a SMS trabalha com a expectativa da chegada de um novo encaminhamento de vacinas por parte do Governo Federal, como destacou a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza.

Ela explica que, havendo a possibilidade de expandir ainda mais a imunização e avançar para a fase de comorbidades, o Plano de Vacinação possui alguns critérios dentro dessa fase, a qual será rigidamente cumprida e demandará do público alvo um relatório médico.

“Dentro da fase de comorbidades, o plano preconiza algumas doenças que são relacionadas a um maior agravamento das pessoas que são contaminadas pelo coronavírus. São elas: diabetes; pneumopatias graves, como fibrose pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asmas graves; hipertensão arterial e, dentro dela, o que se considera como comorbidade é uma hipertensão de estágio 3 ou uma hipertensão mais leve, de nível 1 e 2, mas que já tenha levado a uma lesão  em algum órgão; doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, síndromes coronarianas, arritmias cardíacas; doenças cerebrovasculares; doenças renais crônicas; pacientes imunossuprimidos; anemia falciforme; obesidade mórbida com seu índice de massa corporal acima de 40; e doença  hepática, como a cirrose hepática”, pontua a gestora.

De acordo com Waneska, para todos esses casos, quem vai comprovar a comorbidade é o médico, portanto, para a vacinação, será preciso um relatório médico. “Como o quantitativo da nova remessa deverá ser pequeno, a ideia é que a fase de comorbidade seja realizada por escalonamento de idades. Então, estamos fazendo um levantamento de pessoas, por idade e, partir daí, quando soubermos o quantitativo de doses que iremos receber, faremos uma análise de como avançaremos na fase de comorbidades, se já começaremos com 59 anos, se faremos 59 e 58, enfim, tudo vai depender da quantidade de doses que receberemos”, frisa Waneska.

Procedimento

Assim como acontece nos casos de profissionais de saúde e profissionais de forças de segurança e salvamento, independente do local em que será vacinada, quando chegar o momento das pessoas com comorbidade, essas também deverão levar ou anexar o comprovante caso optem pelo cadastro no Portal VacinAju.

“Caso vá até a Unidade Básica de Saúde, será preciso levar a identidade, o CPF e o relatório médico identificando que a pessoa faz parte de algum dos grupos de comorbidades. No caso do drive-thru, será necessário fazer o cadastro pelo VacinAju. Lá a pessoa vai encontrar todas essas opções de doenças e ela vai clicar na doença a qual possui e vai anexar a identidade, o CPF e o relatório médico. A partir daí, terá o código que dará acesso à vacinação no drive”, esclarece a secretária.

A SMS reforça que a execução desta fase do plano depende do envio de doses pelo Governo Federal.

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