Ministro da Educação anuncia saída do cargo

Como já era esperado Abraham Weintraub deixará nos próximos dias o comando do Ministério da Educação (MEC)) após 14 meses à frente do ministério.  Ele comunicou isso há pouco ao lado do presidente Jair Bolsonaro e, como prémio de consolação, pode ser diretor do Banco Mundial.

O atual secretário de Alfabetização da pasta, Carlos Nadalim, deve ser nomeado ministro interino enquanto um nome definitivo não é escolhido.

O estopim da saída  de Weintraub foi a participação em ato contra o Supremo Tribunal Federal no domingo (14). “Já falei a minha opinião, o que faria com esses vagabundos”, disse.  O ministro é alvo de investigação do Supremo por ter defendido, em reunião ministerial de 22 de abril, que os ministros da mais importante corte do país fossem presos.

A troca de comando no MEC é vista como possibilidade desde o final de 2019. Weintraub é alvo de insatisfação no Congresso, no STF e na ala militar do governo. Ele já protagonizou atritos envolvendo o  Enem,  o Fundeb, método de escolha de reitores e resistiu a negociação de cargos no governo.

O ministro se envolveu em uma disputa com o Centrão nas últimas semanas. Ele resistiu à nomeação de um indicado do bloco informal para o  Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Após pressão de Bolsonaro, Weintraub acabou aceitando e foi nomeado para o fundo milionário Marcelo Lopes, ex-chefe de gabinete do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Com a saída de Weintraub, já são quatro os ministro de Bolsonaro que deixam o governo em meio a essa pandemia do novo coronavírus. Os outros três foram Henrique Mandetta e Nelson Teich, da Saúde, e Sergio Moro, da Justiça.

 

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